Fevereiro 8, 2010
Passado um mês desde que publiquei minha lista de filmes preferidos, lanço a nova. Desta vez prefiro não ordenar os filmes e colocar vinte ao invés de dez e, como disse, ela é sempre sujeita a algumas mudanças. Ou muitas.
Meu Tio (Jacques Tati, 1958)
Nós que nos Amávamos Tanto (Ettore Scola, 1974)
Eles Vivem (John Carpenter, 1988)
O Quimono Escarlate (Samuel Fuller, 1959)
A Primeira Noite de Tranquilidade (Valerio Zurlini, 1972)
Solaris (Andrei Tarkovsky, 1972)
Pierrot le Fou (Jean-Luc Godard, 1965)
Pickpocket (Robert Bresson, 1959)
Amantes Constantes (Philippe Garrel, 2005)
Underground (Emir Kusturica, 1995)
Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul, 2004)
Celine et Julie vont en Bateau (Jacques Rivette, 1974)
O Samurai (Jean-Pierre Melville, 1967)
A Palavra (Carl Th. Dreyer, 1955)
Onde Começa o Inferno (Howard Hawks, 1959)
O Criado (Joseph Losey, 1970)
Zabriskie Point (Michelangelo Antonioni, 1970)
Medo e Delírio (Terry Gilliam, 1998)
Fogo Contra Fogo (Michael Mann, 1995)
Terror nas Trevas (Lucio Fulci, 1981)
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Publicado por Luiz Fernando
Fevereiro 7, 2010

Lindo. Fulci é daqueles que realmente sabem orquestrar um horror fantástico, e Zombie é uma de suas obras-primas absolutas, com certeza. A começar pela rispidez do diretor em contar, com um elemento básico do gênero (zumbis, sério?), uma história de nuances sobre o sexo e a carnificina. Basta analisar as inúmeras situações de mortes e tripas sendo comidas para perceber a atmosfera sensual e violenta exposta pelas lentes de Fulci. Um homem chega a ser vítima pelo sentimento da atração entre sexos, mesmo sabendo que o zumbi era sua respectiva esposa. Mas enfim, é delicioso e lindo acompanhar com os próprios olhos tamanha perversidade cinematográfica; em certo momento, Fulci filma sem pudores um corpo em tripas sendo devorado por um grupo de zumbis, ou então um zumbi atacando um tubarão, e tendo sua mão mordida por este ato – aliás, toda seqüência do mergulho no mar é algo que comprova o poder imagético que Fulci funde à sua mise-en-scène como peça-chave na construção do horror. Amei, e chamem-me de louco por amar isto, mas sou louco com orgulho!
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Publicado por Luiz Fernando
Janeiro 25, 2010

A Mulher sem Cabeça, de Lucrecia Martel, foi provavelmente um dos melhores filmes que assisti, e uma das experiências mais sensoriais e esquizofrênicas que um filme pode proporcionar. É uma história básica, mas que se não tratada com cuidado pode sofrer conseqüências, e assim prejudicar a narrativa. São nuances; detalhes ínfimos que fazem do filme de Martel algo bizarro e real, daquelas manipulações cinematográficas que levam o espectador à reflexão, principalmente pelo final aterrador e inesperado. A decupagem da diretora, que engloba a aproximação de rostos e a fotografia regulada pelo estado emocional de Verô, faz jus ao título “La Mujer sin Cabeza”, em um dos trabalhos mais emblemáticos do Cinema.
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Publicado por Luiz Fernando
Janeiro 19, 2010
Ok, plagiando o nosso blogueiro Caio Lucas, fiz uma seleção dos meus 25 filmes preferidos da década de 80. Década radical, com destaques para Carpenter, De Palma, Argento, Scorsese, etc.
O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)
Era uma Vez na América (Sergio Leone, 1984)
O Estado das Coisas (Wim Wenders, 1982)
Videodrome (David Cronenberg, 1983)
Terror nas Trevas (Lucio Fulci, 1981)
Memórias (Woody Allen, 1980)
Eles Vivem (John Carpenter, 1988)
Depois de Horas (Martin Scorsese, 1985)
Um Tiro na Noite (Brian de Palma, 1981)
Nostalgia (Andrei Tarkovsky, 1983)
O Cozinheiro, o Ladrão, a Mulher e seu Amante (Peter Greenaway, 1989)
Gallipoli (Peter Weir, 1981)
Ran (Akira Kurosawa, 1985)
Holocausto Canibal (Ruggero Deodato, 1986)
Tenebre (Dario Argento, 1982)
O Dinheiro (Robert Bresson, 1983)
Viver e Morrer em Los Angeles (William Friedkin, 1985)
O Enigma do Outro Mundo (John Carpenter, 1982)
Cão Branco (Samuel Fuller, 1982)
Os Aventureiros do Bairro Proibido (John Carpenter, 1986)
Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)
Vestida para Matar (Brian de Palma, 1980)
Paris, Texas (Wim Wenders, 1984)
Zelig (Woody Allen, 1983)
Nascido para Matar (Stanley Kubrick, 1987)
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Publicado por Luiz Fernando
Janeiro 15, 2010

Get Carter, de Mike Hodges, é o mais interessante e esquizofrênico dos filmes, mas isso não é à toa: a tensão criada a partir do elemento narrativo e sua transposição às câmeras – onde seus enquadramentos tornam o filme uma experiência sensorial única – é uma das coisas mais geniais que já presenciei na celulose. Seria este filme uma espécie de resposta britânica à Point Blank? Não sei, mas é algo superior… creiam. Comecei a assistir esperando uma obra-prima; e no término percebi que recebi algo maior. É incrível também que Hodges desconstrói sua personagem e sua contemplação de planos, quando opta por realizar uma edição de alternância de cenas, tornando muitas vezes uma cena comum em uma chaga para abrir o interior do mundo de seu Cinema, sempre intrigante e inteligente.
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Publicado por Luiz Fernando
Janeiro 8, 2010
Dia de extrapolar: escrever os meus 10 filmes preferidos de todos os tempos. Tarefa complicada, sabendo que nunca estarei satisfeito com as posições e os filmes em si. Aí, daqui a um mês ou mais, volto a postar meus dez favoritos novamente, para analisar as mudanças.
1. A Marca do Assassino (Seijun Suzuki, 1967)
2. O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)
3. O Quimono Escarlate (Samuel Fuller, 1959)
4. Cega Obsessão (Yasuzo Masumura, 1969)
5. A Aventura (Michelangelo Antonioni, 1960)
6. Lancelot Du Lac (Robert Bresson, 1974)
7. O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)
8. A Espada da Maldição (Kihachi Okamoto, 1966)
9. Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi, 1953)
10. Um Tiro na Noite (Brian de Palma, 1981)
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